BIOGRAFIA
Conheça mais sobre a vida do artista e os seus trabalhos
José Luís Seara formou-se em artes na Escola de Artes Mestre Mateo de Santiago de Compostela, cidade que marcaria o início de uma trajectória plástica singular, enraizada na cultura galega e aberta ao mundo.
Em 1977 integrou o FOGA — Fato do Ounirismo Galego —, movimento que reuniu nomes fundamentais da arte galega contemporânea como Kukas, J. Méndez, Lino Silva, Leiro, Manolo Paz, Yayo, Anselmo Lamela e Luis Fega. Este encontro de gerações e sensibilidades foi decisivo na consolidação da sua linguagem artística e no arranque de uma intensa actividade expositiva, tanto colectiva como individual.
Iniciou a sua colaboração com a Galeria Novecento e foi seleccionado por Antón Castro para a exposição Imaxes dos 80 dende Galicia, referência incontornável da arte galega da época. Trabalhou com galerias portuguesas como a Roma e Pávia, a Galeria Álvarez e a Por Amor à Arte Galeria. Em Espanha, colaborou com espaços como Ad-Hoc, Abel Lepina, MP8, Carmen de la Calle, Art23cb e Marisa Marimón, entre outros.
Em 1990 obteve a bolsa FENOSA para criação artística no estrangeiro, que o levou a Orleans, em França. Seguiu-se um período de cinco anos em Maiorca, experiência que aprofundou a sua visão e enriqueceu uma obra já marcada pela tensão entre identidade e deriva.
Participou em feiras internacionais de referência, entre as quais a ARCO em Madrid e a MiArt em Milão, e integrou o programa cultural de Porto 2001, Capital Europeia da Cultura. A sua obra esteve presente em instituições como o Museu Nacional Soares dos Reis no Porto, o CGAC — Centro Galego de Arte Contemporânea em Santiago de Compostela , o Instituto Cervantes em Nova Deli, o Karnataka Chitratala Parishath em Bangalore, o ICCR Tagore Center em Calcutá e o MACHO — Museo de Arte Contemporánea Horcynus Orca, em Messina.
Paralelamente à sua prática expositiva, desenvolveu uma extensa actividade como ilustrador de livros, discos e cartazes. Colaborou com várias companhias de marionetas na construção de figuras e na concepção de cenografias, e exerceu funções de director artístico em diversas curtas-metragens. Na longa-metragem, trabalhou como ambientador, aderecista e director de decorados.
Ao longo de toda esta trajectória multifacetada, a pintura e a escultura permaneceram sempre o centro da sua criação, a base inabalável a partir da qual tudo o resto se expande.