BIOGRAFIA
Conheça mais sobre a vida do artista e os seus trabalhos
Felícia Sousa é natural de Gondomar. Licenciou-se em Artes Plásticas pela Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto e aprofundou a sua formação com o programa de História de Arte Contemporânea da Fundação de Serralves, entre 2001 e 2003. Concluiu posteriormente um mestrado em Design e Marketing pela Universidade do Minho, ao qual se seguiu uma bolsa na Universidade Complutense de Madrid em 2006–2007, período em que frequentou também uma formação específica em fusão de vidro na Marinha Grande.
Este percurso académico plural reflecte uma prática igualmente diversificada: Felícia Sousa é pintora e curadora independente, transitando com naturalidade entre a criação e a mediação artística. A sua obra integra a colecção do Museu da Fundação Engenheiro António de Almeida, distinção que remonta ao Prémio Aquisição de 1991, e foi reafirmada com um segundo Prémio Aquisição em 2019, pelo Boeira Hotel Garden.
Ao longo de mais de duas décadas, participou em bienais de referência nacional: Cerveira, Marinha Grande, Gaia, Espinho e em prémios como o Arte Erótica de Gondomar, onde foi distinguida por várias vezes.
A sua presença internacional estendeu-se ao Parlamento da Roménia, à Galeria Crearium em Huesca e Madrid, ao Castelo de Populónia na Toscana e à Galerie des Arts em Paris.
Em 2024 realizou a exposição individual Silêncios Rasgados no Gabinete da Bienal de Vila Nova de Gaia, e em 2025 apresentou Metamorfose dos Sonhos na Casa da Cultura de Paredes, espaço onde também orienta workshops de técnicas mistas contemporâneas.
O trabalho de curadoria ocupa uma parte central da sua actividade recente. Foi curadora e artista participante na Bienal Internacional das Artes em Madeira de Paredes em 2024, e desenvolveu projectos de curadoria para o Município do Peso da Régua, a Casa da Cultura de Paredes, o Museu do Móvel de Paços de Ferreira e a Casa da Presidência de Vila Nova de Gaia. Em 2025 concebeu e coordenou o projecto O Estranho Terrível Outro, no IPATIMUP, cruzando arte e ciência em torno do trabalho do patologista Sobrinho Simões e do artista Agostinho Santos.